Sailing Free

...navegando por entre ventos e marés que um dia os meus filhos me ajudaram a descobrir...

Friday, November 20, 2009

Bate – Barco Atlântico Tradicional Europeu

A marca BATE - Barco Atlântico Tradicional Europeu vai certificar a construção naval das embarcações típicas portuguesas, garantindo a qualidade dos materiais utilizados e a autenticidade do seu desenho.

As muletas podem voltar ao Tejo. Hoje desaparecidas, foram as principais embarcações utilizadas até ao início do século XX na pesca do arrasto efectuada ao largo da costa da Caparica. Tal como as muletas, há outros tipos de barcos tradicionais portugueses que poderão ter uma segunda vida, ao abrigo do Projecto Dorna, promovido pela Associação das Indústrias Marítimas (AIM). Este projecto está a desenvolver a marca BATE - Barco Atlântico Tradicional Europeu, que certificará a qualidade da sua construção, desde o tipo de madeira utilizada, até à técnica utilizada no seu fabrico, que seguirá os melhores padrões da carpintaria naval. Filipe Duarte, director técnico da AIM, refere que o projecto Dorna está bastante avançado, sendo liderado pela Diputación Provincial de A Coruña. Além da portuguesa AIM, o Dorna integra ainda o Colégio Oficial de Arquitectos de Galicia, a Agencia de Desarollo Comarcal OARSOALDEA, o Causeway Coast Maritime Heritage Group e a GALGAEL - ambas instituições do Reino Unido -, e a Conselleria de Pesca espanhola. O objectivo deste projecto é recuperar a construção naval tradicional, que está a desaparecer em toda a Europa, conservando um património histórico cuja manutenção só é viável se a indústria naval tradicional for modernizada de forma inteligente. Este objectivo só é concretizado se forem cruzadas diversas valências, entre as quais a formação profissional, o desporto, o turismo e a actividade comercial, além da perspectiva didáctica e cultural. Para o efeito, a AIM refere que estão a ser efectuados planos directores de recuperação das infra-estruturas dos estaleiros tradicionais portugueses e de levantamento das embarcações tradicionais do espaço atlântico. Outro vector fundamental deste projecto é a criação de uma plataforma de comércio electrónico que facilitará o acesso dos estaleiros tradicionais aos mercados que têm apetência pelas embarcações de madeira típicas. Já foram identificados os principais estaleiros que podem ser incluídos no projecto Dorna, entre os quais a Socrenaval, de Vila Nova de Gaia, onde se continuam a construir barcos rabelos. Tal como os moliceiros construídos na zona de Ílhavo, perto de Aveiro. "Aliás, o próprio presidente da Câmara Municipal de Ílhavo, Ribau Esteves, tem sido um entusiasta deste projecto", refere Filipe Duarte, comentando que "esta zona, da área de influência da ria de Aveiro, beneficia da experiência do museu marítimo local". Mas haverá muitos outros estaleiros navais tradicionais susceptíveis de serem integrados neste projecto, tais como o Réplica Fiel, no Seixal, embora a iniciativa dos accionistas e donos dos estaleiros seja determinante, porque serão eles que terão de candidatar as suas unidades ao processo de modernização que posteriormente as transformará em Museus Vivos. "Quando tudo estiver operacionalizado, serão novamente construídas embarcações que já desapareceram em Portugal, para as quais haverá provas desportivas e regatas internacionais que contribuirão para promover a sua utilização", comenta o director técnico da AIM. Finalmente, haverá uma componente turística, fundamental neste projecto, porque contribuirá para a sua rentabilização. Na realidade, estas embarcações são emblemáticas e servem de ex-libris regionais. A ideia é integrar os barcos típicos portugueses nos pacotes turísticos promovidos pelas agências de viagens, de forma a disponibilizar viagens costeiras com uma componente cultural regional. "Mas o projecto Dorna não se fica por aqui, porque foram previstas muitas outras iniciativas, como seminários, eventos transnacionais, exposições e workshops", adianta Filipe Duarte.

18:52 Terça-feira, 28 de Abr de 2009
J. F. Palma-Ferreira in Exame - Expresso

http://www.scribd.com/doc/14714172/RESUMO-DORNA

Tagus view...(II)

"(...) Em verdade, para a maior parte dos lisboetas, o Tejo não serve para outra coisa.
Sendo grande demais para meter dentro de uma redoma e por em cima de uma mesa, deixam-no estar onde a natureza o colocou, mas contentam-se em olhar para ele de tempos a tempos como para o retrato de um avô ilustre.
É um avô Tejo, do qual se contam façanhas gloriosas, portanto um avô ilustre, também. Foi grande, muito mais do que hoje, na glória e no tamanho porque já passou a época em que o povoavam as naus da Índia e do Brasil, e porque lhe foram comendo um bocado para fazer o Aterro, um bocadão para as obras do porto, de modo que o pobre Tejo está dentado, ratado como os juros das inscrições e o vosso credito(...)".

Alberto Augusto de Almeida Pimentel, ( 1849 — 1925)

Thursday, November 19, 2009

Free - Origens (V)


São fotografias de 1977/78 e vê-se o Free pintado de amarelo. É de notar a ausência de balustradas e respectivos cabos e o comportamento irrequieto que ainda hoje exibe, para além da ausência de motor á vista, que segundo o Rui repousava no interior durante as regatas.
Deste ângulo em navegação no Tejo até parece que se trata de um barco de vela ligeira.
Na fotografia central está o Rui, o seu primo Augusto e o seu avô em trabalhos no verdugo de madeira do Free.
Fotografias cedidas pelo Rui de Albuquerque Inácio.

Na Outra Margem

Para qualquer pessoa que observe os lugares de recolha das embarcações á vela que navegam nas águas estuarinas do Tejo chega facilmente á conclusão que existem duas realidades distintas no que respeita ás caracteristicas das frotas sediadas em cada uma das margens. Se na margem norte imperam os yacht´s recentes e de generosas dimensões estacionados em marinas com um reportório de meios ao dispor, na margem sul, presentemente sem marinas, aproveita-se a existência de inúmeros canais e baías para que os veleiros fiquem amarrados a poitas, a pequenos pontões dos vários estaleiros navais que ainda laboram ou ainda encalhados numa qualquer vala lamacenta. É estas condições mais precárias que ainda vemos tanto embarcações tradicionais, hoje ditas como Marinha do Tejo como outras que fazem a ligação entre estas e as linhas mais actuais. Numa destas visitas (acompanhado de outro colega apaixonado destas coisas, o João G. Marques), encontramos um estaleiro meio escondido num braço de rio com vários barcos que se avistavam do caminho de terra batida. Saímos do carro e pedimos se seria possível ver os barcos estacionados a seco, pedido aceite após pequena conversa para demonstração da nossa curiosidade náutica seguimos para o terrapleno onde a presença vintage da madeira era uma constante. O primeiro destaque foi para um barco assente na margem e em estado de completa desgraça. O João inteirou-se das formas e linhas e identificou-o como um barco familiar, um Zeeton (V.d.Stadt) que após pesquisa nos interiores verificou não ser o P-72 que tanto procura. Mais á frente um conhecido FC8 de aspecto quase irrepreensivel e que soubemos mais tarde que o seu armador já não se encontrava entre nós. Um outro barco chamava a atenção e só quando me aproximei é que vi a real importância da descoberta...Um irmão do Free repousava a receber obras de beneficiação. Se a cabine não mostrava semelhanças com o meu made in Oriental, o casco era inconfundível e a quilha de idêntico desenho. Pelas proporções que observei, este deve ser um genuíno Primmat (V.d. Stadt) com uma cabine personalizada, estando o conjunto em razoável estado. Ainda vimos outras embarcações por ali, havendo uma outra de quilha corrida que se apresentava como um conjunto imbatível para um vintage, mantendo quase todos os materiais de origem e em bom estado, todo em madeira e com cabine, retranca e mastro ainda envernizados. Acabamos a visita com a sensação de termos folheado umas paginas da historia náutica do Tejo...A repetir, estas caminhadas pela outra margem.

Tuesday, November 17, 2009

Regata de Sº Martinho (II)

Depois de colocados os barcos na agua, fez-se a largada frente ao CNA com destino ao Seixal. Se a brisa e o final da enchente ajudaram a vencer os metros iniciais, com o estofo da maré presente, assentou no Mar da Palha uma intensa calmaria apenas ocasionalmente quebrada por alguma aragem proveniente de variadíssimas direcções, que adicionado á constante agitação provocada pelos catamaran's que passavam velozes entre Lisboa e Barreiro esgotava a paciência de um chinês devido ás vagas que produziam. Por fim a corrente tornou-se impossível de contrariar, obrigando a um rumo para o sentido oposto onde frente ao Alfeite surgiu uma brisa de NW que fez as delicias da frota. Ainda antes de chegar ao clube fiz um rumo pela tumultuosa junção de águas junto ao cais dos cacilheiros, atravessando a zona das bailadeiras do Tejo. Içadas as embarcações pelo guincho do CNA, era chegada a hora de vislumbrar a presença do visitante mais aguardado por todos os presentes. Lá saiu da carrinha todo despido de preconceitos e com um sorriso de orelha a orelha tal a vontade de agradar a todos os convivas. Não sei qual o seu nome mas também não era necessário apresentações e lá seguiu devidamente acompanhado para o lugar de destaque na festa. O sr. encarregue do seu bem estar foi incansável, de forma a que ele fosse bem recebido por todos. Estava divinal este Sr. Porco no Espeto e os acompanhamentos que abundavam também não lhe ficaram atrás, para não se falar das castanhas que como algumas surpresas da vida, eram pequenas e banais no aspecto mas suculentas no seu paladar. O jantar teve inicio cerca das 18h00 e durou quase meia dúzia de horas (para nós...imagino que mais para os ficantes) saímos de lá a pensar como tinha sido porreiro este dia no Tejo da margem sul. Bem Haja.

Regata de Sº Martinho (I)

Sob um dia cinzento fizemo-nos á estrada com destino ao Clube Náutico de Almada. De todo o percurso realizado, as ultimas centenas de metros foram de verdadeiro calvário...O atravessar da velha Almada por ruelas sinuosas e estreitas foi uma constante de atenções para que não "encalhasse" o atrelado em qualquer uma das viaturas que estavam estacionadas no limite do sensato. Por fim desembocámos na rua em declive pronunciado que dá acesso a degradada margem ribeirinha e ás instalações do CNA. Viam-se presentes na placa do cais várias embarcações, umas estacionadas a seco e outras que se "vestiam" para a regata. O programa deste dia era sobretudo apetecível, tanto pelo raide até Seixal mas sobretudo pelas iguarias do final de dia. O sr. Basílio, entusiasta da vela em Vaurien já se encontrava em aparelhamentos no seu "Nauta", sendo o elo de ligação para a descoberta deste pólo náutico da margem sul, clube do coração deste velejador. O clube tem como maior problema (a meu ver) o acesso ao plano de agua, sendo necessário a utilização do guincho para que todo e qualquer barco fique a nado. Uma rampa seria uma mais valia para que o navegar ficasse mais fácil e trazer mais gente ao clube.
Com instalações simples, a visita ao seu interior suscitou-me várias atenções com especial relevo para o Moth Assasin que se suspendia do tecto da nave e que estaria quase no seu meio natural como se um animal alado se tratasse...é um derivador que inflama a retina de quem passa pelas linhas agressivas que ostenta, sendo o sócio Paulo Rosa o representante em Portugal e que se disponibiliza para quem quiser dar uma vista de olhos ao Assassin. Ainda me disse para passar do dia seguinte á regata lá pelo clube e que eu o poderia experimentar, recusei de imediato devido á intenção de manter a integridade física...do barco. Um velho Cadete de madeira espreitava por entre prateleiras onde também um Sharpie repousava. Pela 1ª vez vi um mastro de Vaurien em madeira e em bom estado de conservação, ao contrario do barco que o espera no exterior e que após a minuciosa reconstrução a que está a ser imposto fará com que o conjunto seja um verdadeiro clássico vintage. E por falar em vintage, a presença de um pequeno veleiro na placa também nos capta o olhar, tratando-se de um barco com um desenho de grande elegância com destaque para a quilha. Este Flying Fifteen foi todo reconstruído pelo seu proprietário e fico um Mimo (não fosse este o seu nome).

Monday, November 16, 2009

Tagus view from my balcony (I)

"(...) Olha tu para isso, para esse céu, para esse rio, homem!
- Com efeito é encantador!
Todos três, durante um momento, pasmaram para a incomparável beleza do rio, vasto, lustroso, sereno, tão azul como o céu, esplendidamente coberto de sol...(...)"

in Os Maias de Eça de Queiroz

Sunday, November 15, 2009

Free - Origens (IV)

O Free foi para a época em que foi construído uma referência no que toca ás regatas do Tejo. Devido ás suas linhas, vocacionadas para a valorização dos rating's da época com uma linha de agua em vazio extremamente curta e uma boca reduzida. Segundo ainda o Rui:
-"...o Free fartou-se de ganhar regatas (e muitos 2º e 3º lugares)..."
Na fotografia (que data de 1976/77), acompanhado pelo pai do 2º proprietário, -se o Free em verde garrafa semelhante á que tem actualmente, "encalhado" a seco em Belém ao lado da ARVCentro.

Saturday, November 14, 2009

Um insecto na tela...

... por entre um entrançado de quilómetros de cabos que percorrem os 1100m2 de área velica do Eleonora , réplica do Westward de 1910 assinado por Nathanaël G. Herreschoff...
fonte: Voile et Voiliers

Friday, November 13, 2009

Alexander von Humboldt

Está em Lisboa no cais sul da doca de Alcântara o veleiro Alexander von Humboldt. Originalmente construído em 1906, só em 1988 foi reconvertido como embarcação de treino de vela. Deverá estar até dia 14. Pode-se ver aqui o link oficial.
Destaca-se pelas seguintes caracteristicas:
Total de 25 velas.
Área vélica: 1035 m2.
Comprimento: 62,55 m.
Calado: 4,5 m.
Boca: 8 m.

Thursday, November 12, 2009

Free - Origens (III)

O Free foi construido em 1966. Tem cavernas de madeira resinosa e é revestido a contraplacado maritimo com fixação por prego ferroso.
Segundo o Rui de Albuquerque Inácio(filho do 2º proprietário):
-"O Free foi construído "a olho" no Oriental, por um senhor que era serralheiro, com a ajuda de um velho mestre que construiu muitos "orientais" e outros pequenos veleiros de madeira. Começou por ser "Xana" ( a filha do seu construtor chamava-se Alexandra) e foi o meu pai , após o comprar, que o rebaptizou de "Free"
Mantém as medidas exteriores do projecto Primaat mas tem algumas diferenças.
Ainda segundo o Rui:
- "Quanto a mim, uma cópia mais perfeita que o original , pois tem uma proa mais lançada e melhores saídas de água , com uma popa mais levantada."
O Free foi do pai do Rui Albuquerque Inácio desde 1966 a 1992 e permitiu que três gerações da família navegassem durante quase trinta anos (avô, pai, Rui e seu irmão.)
Plano da foto: Primaat

Tuesday, November 10, 2009

Free - Origens (II)

Para se poder melhor enquadrar o Free ficam aqui algumas das medidas do veleiro que teve por base. O Primaat tem como principais dimensões físicas os seguintes valores:
- Comprimento de fora a fora de 7,1o m
- Boca máxima de 2,30 m
- Calado de 1,20 m
- Peso de 1140 kg
Outras medidas e coeficientes podem ser vistos aqui.

Monday, November 9, 2009

Chuva e vento no Tejo

Quase sem percebermos damos connosco a viver dias de Inverno á porta. As águas do Tejo já se sentem frias na pele e a que goteja das nuvens que passam também não trás nenhum convite, juntando a isto o ar já frio que desce as serranias e o "lusco-fusco" antecipado para horas "estranhas" faz com que esta vida deste velejador de fds ficasse um pouco (mais) confusa até que corpo e mente se habitue.

Friday, November 6, 2009

Free - Origens (I)

Vou tentar tecer em alguns post´s o fio de meada que liga as origens do Free até á actualidade.
O Free tem por base um projecto da casa holandesa Van der Stadt. O Primaat, desenhado por Ericus Gerhardus van de Stadt (1910-1999) em 1963 serviu de referência para a sua construção.
As linhas deste projecto permitiam que a sua construção tanto pudesse ser feita em estaleiro como em ambiente amador. Devido a tal facto a produção deste modelo foi relevante e com a particularidade de permitir inúmeras alterações das obras mortas, com máxima expressão entre o tamanho das cabines. As linhas de casco não tiveram alterações entre a frota produzida e apenas parte dos apêndices hidrodinamicos tiveram pequenas diferenças.

Thursday, November 5, 2009

Evgeny Alexandrovich Gvosdev

Pode-se ver aqui a história deste incrível velejador solitário que terminou as suas viagens entre nós no inicio deste ano. Um exemplo de coragem, humildade e preservarança...

Free - Saudades

Durante os últimos meses procurei refugio para as minhas horas de brincadeiras "vélicas" junto de outras embarcações bem mais ligeiras que o Free. A época mais aconselhada para os trabalhos passou sem que o Free tivesse a merecida atenção. É difícil estar em dois lados simultâneamente...
Paulatinamente vou fazendo pequenos trabalhos de preparação para as etapas que se seguem.
Fica uma foto que chegou até mim (deve ser de 2oo8) e que que faz crescer saudades imensas de vaguear pelo Tejo em tardes de sol cadente.

Monday, November 2, 2009

26ª Seixalíada - Clube Naval Amorense

O campo de regatas da Baía do Seixal foi palco de mais uma prova de vela integrada nas Seixalíadas deste ano. O facto mais relevante é a data tardia e pouco habitual para esta festa na margem sul sendo mesmo assim beneficiada com um fim de semana quente e quase sem nuvens a esquecer o Novembro que se iniciou. A (sempre) excelente recepção feita pelo Naval Amorense foi reconhecida pela presença de quase 30 embarcações repartidas por 6 classes de vela ligeira.
Se no sábado o vento foi traiçoeiro e não permitiu a conclusão da única largada, no segundo dia redimiu-se e proporcionou deliciosas velejadas num plano de agua de caracteristicas únicas e que permite ter sensibilidades extremas ao comportamento das embarcações pela quase ausência de ondulação.
Liberdade de escolha foi o lema para a participação da equipa Free nesta prova. Eu e o Ricardo fomos de Laser e as "senhoras" optaram pelo HobieCat Wave (não deve ter sido alheio o facto de se preverem dias solarengos a convidar o uso e abuso do solário de bordo, isto para além de ser um barco que atrai as objectivas de quem se passeia nas margens vizinhas :).
Foi a primeira vez que fizemos um pleno a competir numa prova e também a oportunidade de todos saírem da ANA com medalhas ao peito, com dois 1ºs lugar e um 3º lugar (a minha) :D:D
De parabéns está o pessoal de serviço á sempre "recheada" grelha de serviço com todos os convivas a fazerem várias "rondagens" á mesma e a todos os que colaboraram para que os participantes e acompanhantes tivessem um fim de semana bem passado junto de barcos e amigos neste belo cenário repartido pela Amora e pelo Seixal.
Obrigado e até para o ano.


Vaurien renovado

Alguma lixa, resina e fibra depois o "mini-veleiro" de três velas esteve apto a fazer a 2ª regata da bifana para os lados de Belém. A reparação teve por ordem de trabalhos a remoção de topcoat branco em cima do azul marinho(?) da proa, popa e parte das amuras, reparar pequeno rombo na roda da proa e limpeza geral. Ficou bonitinho e navegou em beleza.
Também um dos Laser´s foi renovado para poder suportar as voltas comigo no seu "dorso".
Fica agora a disponibilidade para "agarrar" o Free durante os próximos tempos...

Friday, October 30, 2009

Santa Maria Manuela - Fotos recentes

O S.M.M. está a ficar um espectáculo.
Ainda ensinam como forrar o convés com laminas de teca :):)
Pela minha parte vou fazendo o que está ao meu alcance para poder contribuir para esta causa e a para outra que decerto irá também chegar a bom porto. Basta um pequeno gesto na hora de encher o saco de compras para poder a diferença, isto para além do prazer de comer uns bons pedaços de bacalhau...

Thursday, October 29, 2009

29ª Feira da Gastronomia de Santarém (até 8/11)

Neste ultimo domingo rompi com o previsto (ir até Peniche ao Rip Curl...) por força de uma causa maior... Apenas no sábado soube do inicio das "hostilidades" com a boa comida para os lados da velha Scallabis. Nos últimos anos não tenho tido tempo para poder degustar as inúmeras especialidades regionais que o certame apresenta e desta vez apenas este domingo foi o eleito para poder percorrer em 5 horas de uma só tarde 4 (quatro) regiões de Turismo nacionais. Foi uma tarefa herculeana só igualada por um ida ao Fuso ou ao Tromba-Rija entre outros. Ainda deu para trazer umas "coisitas" em jeito de "souvenir´s" e que podem prolongar o prazer para os sentidos que foi esta presença em Santarém.
Que pena não haver em Lisboa um evento assim...

Monday, October 26, 2009

Paraísos...(nossos)


Ainda há poucos dias estivemos no Peter´s Café...(na Ribeira do Porto) por ocasião da Matosinhos Sailing Cup. Também o da Expo e de Oeiras é poiso de ociosas horas, quase sempre nocturnas. No caso do Peter's mais a norte o cenário é também ele deslumbrante. Fica a esperança de um dia fazer muitas milhas náuticas para oeste e sentir o que é ter terra firme sob os pés após dias e dias de mar salgado, ver gente após a solidão e cheirar algo mais que brisas carregadas de maresia.

2ª Regata da Bifana

Decorreu frente á doca de Belém mais uma prova inserida nas regatas da Bifana, organizada pelo S.A.D. Com uma brisa tímida pela manhã que foi crescendo até ao inicio da tarde possibilitando que Snipe's, Vaurien's, 420's, Laser's e Optimist's desenvolver razoáveis andamentos enquanto a enchente da tarde deu tréguas. O Sol é que não esteve com meias medidas e ensaiou um verdadeira tarde de Verão. A novidade deste dia foi ter sido proa do Vaurien que era comandado pela Joana. Rapidamente verifiquei que para colocar o "spi" no ar era preciso mais destreza do que aquela que demonstrava, sendo "normal" demorar todo o primeiro trávés do percurso para o começar a "trimar" o dito. Na ultima largada fui leme e vi a destreza com que aquilo se faz com umas mãos mais pequenas e habilidosas. O Ricky por lá andou de Radial, não deu tempo nem de olhar para ele...
O Vaurien que levamos esteve duas semanas em reparações e está como novo.
Foram muitos os elogios e até encontrei quem o identificasse e acertado no palmarés, neste caso um antigo tripulante do barco em mundiais da classe. O renovado velame da classe também gerou comentários muito positivos e ficou claro que muitos velejadores presentes e em transito por Belém tiveram anos de agradável contacto com a "espécie".
Interessante também é a quantidade de Vaurien's Freitas que se continuam a ver e prontos a navegar...
As classificações das quatro Regatas da Bifana serão somadas e assim se fará a atribuição de prémios.
Para a semana o destino é a margem Sul para as Seixalíadas no Clube Naval Amorense.

Friday, October 23, 2009

Regata do CNOCA - Vela ligeira

Dias soalheiros acompanharam as regatas do 60º aniversário do CNOCA. Levámos os dois Laser´s e o Vaurien não foi por falta de um proa para a Joana...
As previsões de vento fraco pela manhã de sábado a evoluírem para a sua ausência confirmaram-se com as largadas iniciadas ás 14h para a frota de Snipes, seguidos de Vaurien´s e 420´s, ainda deu para estes terminarem uma regata porque para frota de Laser´s e após a ida para a segunda bolina, o vento foi-se de vez e foi tempo de testar velejadas de popa e través com algumas aragens fugidias que atravessavam o campo de regatas do Alfeite e que lentamente nos faziam aproximar da rampa do CNOCA. Para o domingo as previsões ainda eram mais agoirentas e alguma falta de destreza da equipa de árbitros para estas situações ainda complicaram mais aquilo que já se antevia difícil. Com a chamada para a agua e com dezenas de velejadores para acederem a uma rampa cheia de jovens cadetes muito organizados e nada céleres na colaboração para a entrada na agua, houve quem demorasse mais de 40 minutos para o barco beijar as águas. Com o campo de regatas bem afastado da mesma foram minutos infindáveis de bolinas com vento fraco, até que quando cheguei ao perto do barco de júri , os Laser´s já tinham partido fazia tempo e talvez metade da minha frota ficou a "ver navios", acontecendo o mesmo a alguns barcos de outras classes...A falta de vento prevista para a tarde era mais que sabida e apenas deviam ter dado os sinais para ir para a agua mais cedo e com especial prioridade para a frota Laser, única sem regatas efectuadas. Como notei que as frotas em prova estavam cada vez menos dinâmicas e o calor cada vez mais intenso, não pensei duas vezes e fiz meia-volta antes que tivesse de ser rebocado.
Mais um treino de popas e traveses, com umas acções alternativas para melhor controlar estas difíceis mareações. Valeu apenas pelo convívio e por algum treino.
Pela minha parte fiquei com um DNS (e não um DNC) e o Ricardo foi o único Radial a classificar-se e fez o pleno duas regatas do CNOCA deste ano.
Até para a 61ª (e que o vento esteja convosco)...
Ver aqui o cronica do evento pelo ponto de vista de um "snipista" e grande amigo de velejadas de fim de semana...Divertido e didático.

Thursday, October 22, 2009

Jangadas do Brasil

Tuesday, October 20, 2009

"Calo" 9,5 metros e procuro novo dono...

Aqui pode-se ver um esplêndido maxi veleiro á venda para os (bem) mais "abonados"...
A quem levar o barco oferta de um recorde do Atlântico...
"Formerly called Mari Cha IV, Senso One still holds the Transatlantic record for a monohull, crossing from New York to Lizard point in just over 6 days. Capable of speeds of over 40 knots, the boat was designed by Greg Elliot, Clay Oliver, Philippe Briand and built especially for ocean record breaking..."
in: Sail World

20 k´s Club

Aqui está um link interessante daqueles que pertencem ao clube dos 20 (e muitos) nós.
É dedicado a um restrito grupo que para além de velejadores exímios são verdadeiros equilibristas de circo.
Aqui está também o link para um "mothista" que inaugura o futuro clube dos 30 nós...
Para a galeria ficar composta ainda esta aqui outro link para um 470 que bateu os 20 nós.

Demasiado futurista?

Será que a tendência das proas invertidas que tiveram origem nos catamarans de desporto, principalmente na classe F18, conquistando os Extreme 40 e os participantes na contenda da Taça América vai também tomar de assalto os monocascos?
Fica aqui um ensaio do que poderá ser o futuro (próximo?)

Monday, October 19, 2009

Casco procura-se...

A evolução continua para este esquife duplamente alado (no ar e na agua). A forma como desenvolve andamento na brisa é formidavel. Apenas o "puxão" é que estraga um pouco o conceito e demonstra que navegar com autonomia e sem casco ainda é inconciliável. Para acompanhar...

.

Friday, October 16, 2009

Souriceau 4,75 - O verdadeiro Mini...

Um veleiro em contraplacado/epoxy muito original e com capacidades dignas de um barco bem maior...

Thursday, October 15, 2009

Ranking Laser Eurocup 2009

Esta coisa da estatística é algo sempre confusa e cheia de contradições.
Mas vale o que vale e ficam para a história.
Na Laser Europa Cup, Youth Grand Prix de 2009 os velejadores da casa acabaram com as seguintes posições...

4.7 Overall
57º Ricardo Brites Nunes entre 336 entradas
4.7 under 16
22º Ricardo Brites Nunes entre 128 entradas

Standard
150º Paulo Nunes entre 377 entradas (apenas participei numa prova e fiquei no ultimo lugar :D:D:D:D)

ps: faz pensar naquela história de um grupo de quatro tipos em que um comeu o frango todo e o outros nada comeram.
Estatisticamente nesse grupo cada individuo comeu 1/4 de frango...

Wednesday, October 14, 2009

Portugal na Rolex Middle Sea Race 2009

O Barcanova do João Costa Pereira vai estar presente nesta regata que começa hoje ( a competição é no sábado mas a festa começa hoje). Leva consigo outro português, Ricardo Arruda Pereira para além de outros não portugueses. Junto deste velejador da ANL vão estar algumas das vedetas da vela mundial ao leme de veleiros como o Ericsson V70 (curioso o facto de ser propriedade de uma empresa de um "primo" meu, Nunes Charter Ltd:D:D:D.), o ICAP Leopard de 100" ou o Swan de 82" de nome Nikata. Não sei quais as ambições deste "patrício" no que toca ás classificações, mas o simples facto de participar em tão nobre comitiva deve ser motivo de um enorme gozo.
Que tenha bons ventos.

Hebdo du 14/10/2009

Monday, October 12, 2009

Frota de Standard's

A novidade deste fim de semana foi o facto de poder treinar integrado numa frota de três Laser´s Standard (apenas dois no domingo), para além de um Radial e um 4.7. Fruto de conversas tidas na Matosinhos S. C. com outros velejadores com vista á reabilitação desta variante do Laser para as regatas na região centro onde muitas vezes nem aparece como elegível (para além de não se ter realizado a regional deste ano por apenas se ter inscrito um velejador em Laser Standard)
Com o vento a rondar os 6 ou 7 nós quase sem refregas e com mareta ligeira tanto no sábado como no domingo, aproveitou-se para o convívio, apurar manobras e gozar o calor de uns dias com sabor a Verão.
No próximo fim de semana o encontro vai ser nas regatas do CNOCA.

Friday, October 9, 2009

30ª Matosinhos Sailing Cup

Já ficam nas memórias os dias passados nas atlânticas águas de Matosinhos e Leça.
O Ricardo velejou em 4.7 por imposição do observador da ILCA. Os regulamentos apenas permitem que velejadores nascidos até 95 participem em Radial. Ficam os agradecimentos ao Sport Club do Porto pela cedência da mastreação e vela da Escola de Vela. Acabou por ficar em 17º lugar e agora irá agora a Vigo e novamente velejará em 4.7...
Lançado o desafio de um amigo Laserista para participar nesta competição ainda estive renitente devido á quase nula experiência neste barco, total em águas abertas, decidi-me inscrever-me á ultima da hora e esforçar-me por não fazer má figura perante tanta assistência. Com previsões de tempo calmo para os dois primeiros dias de prova e óptimos para o baptismo de mar aberto, no ultimo iria estar uma sulada que traria chuva e algum vento, o que se veio a verificar.
O objectivo foi cumprido, fazendo todas as regatas apesar de ter entrado em "modo de sobrevivência" no ultimo dia devido ás vagas que atravessavam o campo de regatas e que dificultavam sobremaneira as popas e través que dominavam o percurso.
Ainda rondei a bóia de "cima" ou a meio do grupo ou com dois ou três atrás mas com as mereações seguintes aquilo parecia um carrocel quase sem controlo...duas vezes as ondas pegaram-me na retranca e voltaram-me. As ondas maiores, segundo o registo do IH de Leixões chegavam quase aos 2 metros e o vento variou até aos 12 nós. Quando velejava á popa com o pano a mais de 90º do eixo do barco (armado em pró) também tive a mesma surpresa e lá virei. Fiquei convencido que é nas mareações de popa e través que as minhas asneiras foram mais que muitas. Nestes percursos trapezoidais que dominam as regatas mais importantes, largos "puros e duros" nem vê-los para pena minha...
Curioso foi o facto de ter sido mais penoso suportar os dias de regata com ondas e pouco vento, enquanto que no ultimo dia cheguei a terra "fresco como uma alface"...
Terminei em 15 e ultimo da geral.

Thursday, October 8, 2009

Vamos votar no João Rodrigues e no Bigamist 7

Estão anunciados os eleitos para os prémios "Desportista do Ano” da Confederação do Desporto de Portugal.
João Rodrigues em atleta masculino do ano e o Bigamist 7 em equipa do ano são os representantes indicados pela Federação Portuguesa de Vela.
A revelação dos vencedores será feita na 14ª Gala do Desporto, a realizar no próximo dia 29 de Outubro, no Casino do Estoril.
Podemos votar aqui nos atletas nossos preferidos (João Rodrigues e no Bigamist 7, certo?).

Monday, September 28, 2009

Regata em Lisboa

Sábado, Belém, 10:00
Manhã com brisa húmida de Oeste, brumas sobre o Tejo e Sol com inicio da tarde.
Mareta curta de Oeste, fim da vazante.
Regata em frente á Trafaria com muitos Optimist's, 6 Snipes e 12 Laser´s (dois deles nossos) .
16:00 distribuição de "apetitosos" prémios por participantes e acompanhantes
19:00 Regresso

Friday, September 25, 2009

Regatas de Match Racing

Melhor do que qualquer explicação verbal é ver as tácticas e manobras de uma prova do Euro Match Race que se podem acompanhar neste sitio. Incrível.
Também se pode acompanhar duas equipas femeninas portuguesas que competem por estes dias na Galiza, nos blogues da equipa da Rita Gonçalves (ANL) e o da equipa da Catarina Carvalho (ADO).

Thursday, September 24, 2009

IV Regata Almada Forúm

Excelente opção de ultima hora para as navegações de sábado passado. Com a realização do Campeonato Ibérico de Vaurien em Vila Franca de Xira estava decidido que os miúdos iriam participar nestas regatas, porém uma indisposição de ultima hora da Joana fez com que a participação tivesse de ser anulada, como tal ainda se pensou em desistir desta prova, agarrarmos nos Laser´s e dar uma escapada até Belém.
Como o Ricky não queria deixar de fazer a prova dos Vaurien´s, este ficou de arranjar um proa e eu decidi-me por ir sozinho até Belém e participar pela 2ª vez numa prova ao leme do Laser. Como tinha o Laser na garagem e estava sozinho fiquei manhã cedo á porta para ver se alguém conhecido passava por ali e ajudava-me a coloca-lo no tejadilho do carro, foram momentos em que me apercebi que nestas manhãs só andam senhoras na rua, de sacolas e carrinhos em atarefadas compras matinais, enquanto eu encostado á ombreira da garagem desesperava por alguém fisicamente mais apto e de bom coração. Por fim lá aparece João (não lhe conheço o apelido), que resolve o meu embaraço, não sem antes perguntar porque é que tenho a garagem "atulhada"de barcos...
Vou para Belém cheio de nervoso miudinho, afinal ia participar em águas que trazem memórias de dias difíceis com os ventos de fim de tarde vindos do vale do Jamor e que tantas partidas pregam no campo de regatas de Algés, habitual palco da ANL para a vela ligeira e onde se costumam exibir os melhores atletas da região. Assim que paro o carro o cenário é magnifico, já imensas velas embalam na brisa e dá para sentir que o ambiente é de festa, tal a quantidade barcos ligeiros, velejadores e amigos da vela presentes. Há muito que não via Belém assim. Formalidades feitas na sede da ANL (inscrevi-me em Laser standard e gratuitamente, assim como toda a frota ligeira) e já com o barco junto á marina (obrigado ao pessoal da SAD) começo a envolver-me na festa com conversas com amigos que raramente vemos em águas ribatejanas. Ora aparelhando o barco ora com dois dedos de conversa o tempo passava e eu começava a acusar a responsabilidade de fazer boa figura e de não fazer disparates (uma coisa é um miúdo meter-se num barco e "mandar" uns viranços porque está a aprender e faz parte da evolução, mas para um "cota" como eu o mesmo quadro muda para: -Aquele velho anda aqui a fazer o quê? Só dá barraca e anda aqui a estorvar quem sabe... ). Soa o aviso para ir para a agua e dou conta que o Tejo transborda de acção...Uma (talvez) dezena de catamaran´s "pesados" sobressaem pairando frente á doca e em segundo plano dezenas de veleiros de todos os tamanhos entrecruzam-se em belas coreografias. Para variar, o calcanhar de Aquiles deste complexo das docas é o acesso ao plano de agua por uma exígua e mal acabada rampa, é impensável como ainda não foi feito nada para que haja mais respeito pela vela ligeira, que maioritáriamenta é frequentada por miudagem a quem se deve dar todas as condições, fiquei para o fim e evitei a confusão que se gera em torno da mesma. Quando saio da marina quase que me cruzo com o Palomino I, onde tive o prazer de ser o homem do leme durante uma regata em tempos passados, também me cruzo com cerca de uma dezena de catamaran´s ligeiros á espera dos sinais de regata.
Chego ao campo de regatas de Algés, com o mesmo bem "povoado" com Optimist´s, Laser´s, 420´s, Snipe´s, Sharpie´s e Laser Bahia (acho eu), com mareta ligeira e vento fraco de Oeste.
Após uns bordos vejo algumas caras conhecidas e alguém me diz que sou o único Standard...bolas, mais do mesmo, pessoal na casa dos 80 kg a andar de Radial e não passam para a classe "mais máscula" (ainda irei fazer um post sobre isto...). Com o barco de júri junto á praia de Algés e a bóia de bolina na Cala quase a meio rio, começam as regatas pelos Snipe's e de seguida a dos 420's, regatas que foram anuladas pela teimosia da corrente que entrava Tejo acima e que arrastou a bóia da bolina com ela. Por fim e com tudo bem firmado lá se continuou o programa ficando os Laser´s para o fim da festa e já fartos de tanta espera. Com o toque de inicio de contagem para a largada começaram as movimentações e os elaborados cálculos para ver benefícios enquanto eu, com o barco quase a tocar a areia da praia observava as manobras acrobáticas de uns e ouvia as "bocas" de outros. No ultimo minuto toda a frota posicionou-se junto á bóia de largada dando créditos aos parcos graus que esta dava de beneficio ficando eu com o campo livre para largar num bordo solitário para estibordo, longe das confusões ou de quem pudesse observar as minhas aselhices. Mas esta opção revelou-se cruel para quem desejava fazer uma pacata regata nestas bonitas águas e apanhei um dos maiores sustos da minha curta vida de velejador...Devido á minha vela maior e á opção do resto da frota querer lutar contra a corrente salgada que entrava Tejo dentro, paulatinamente vou ficando com a bóia da bolina na minha proa e sem alguém que possa perseguir...Eu vou ser o primeiro a rondar? Não pode ser! "Saco" das Instruções de Regata de dentro do colete (que não li por falta de tempo entre conversas e aparelhar barco) e qual não é o meu espanto ao ver o Anexo A em branco...- Não acredito, devo estar a sonhar! Desfolho para o Anexo B e só vejo a sequência de rondagem e bolinhas e triângulos, faltando os "riscos com as setinhas". - E agora que faço? Felizmente as minhas preces foram ouvidas e o vento Oeste desvaneceu-se até se dissipar e dando a possibilidade dos mais "habilidosos" da frota radial (com destaque especial para os bordejadores/bombeadores ou vice-versa) que num ápice chegou-se á frente de toda a frota vindo não sei de onde apesar de quase sem vento que só após uns bons 15 minutos apareceu de Norte, algo violento e fazendo as delicias de gente pesada como eu que após a rondagem da maldita bóia fez uma bolina bem aberta em plananços até ao barco de júri de chegada (a confusão foi muita porque os barcos distanciaram-se demais e houve quem confundi-se a linha de chegada com a da largada). Fim das regatas não sem antes assistir a um monumental viranço de um "jovem" senhor que tinha-me confessado dias antes (regata Patrão Lopes) que não virava á cerca de 40 anos. Apesar do aparato que se gerou em volta da embarcação com colegas a tentar ajudar, este dispensou ajudas e com o seu proa endireitou o Snipe e entrou para dentro deste mostrando que pouco mudou 40 anos depois, dando ênfase a um facto que muitos negligenciam, na vela, mais importante que saber bem velejar é importante ter autonomia sendo o apoio apenas necessário em outros casos. Já em terra firme, Laser carregado (mais uma vez grato ao pessoal da SAD) e duche tomado foi hora de partir para a outra margem e desfrutar do magnifico jantar que o Almada Forúm ofereceu num ambiente de esplanada bem requintado com centenas de pessoas amantes da vela, de prolongadas e divertidas conversas com alguns mais animados e da ansiedade da espera pela realização dos tão cobiçados sorteios, que culminaram com uma viagem no valor de 2000 euros e que calhou a um simpático (e sortudo) "hobiecatista". Não sem antes ver o Bruno Bértolo e de ter perguntado o que andou a fazer para estar no jantar, claro que tinha de ser windsurf, mas esqueci-me desse facto, pelos vistos éramos os únicos atletas de terras de RibaTejo (mais o F. Albino, claro). Apenas para o final fiquei a saber que ele tinha tirado o 1º lugar na sua categoria e com isso uma subida ao pódium da festa, ele o os seus colegas estavam entre os mais bem dispostos da festa.
Até para o ano e para mais uma festa de arromba.

Tuesday, September 22, 2009

Monotipo CNP

Mais umas "surfadas" na net e dei á uns tempos com mais uma classe portuguesa esquecida.
Claro que para mim é tudo novidade e como tal desperta-me o interesse por estas notas soltas.
Ficam as (poucas) histórias e os link´s que encontrei.
Na ANC, no Blogue Finisterra, numa pagina sobre o velejador olímpico Carlos Ribeiro Ferreira, vencedor em 1944 e 1946 do Campeonato de Lisboa neste classe e no blogue revista antiga portuguesa de onde vem a imagem ao lado.
Muito pouco para uma classe (talvez) extinta.

A bóia da fortuna

A bóia do largo do Campeonato Ibérico de Vaurien que deu origem a monumentais "palhaças" aos mais atrevidos e atenções redobradas aos mais cautelosos durante as ultimas regatas da prova, numa altura em que o vento e as refregas não davam descanso ás tripulações.