Sailing Free
...navegando por entre ventos e marés que um dia os meus filhos me ajudaram a descobrir...
Friday, November 20, 2009
Bate – Barco Atlântico Tradicional Europeu
As muletas podem voltar ao Tejo. Hoje desaparecidas, foram as principais embarcações utilizadas até ao início do século XX na pesca do arrasto efectuada ao largo da costa da Caparica. Tal como as muletas, há outros tipos de barcos tradicionais portugueses que poderão ter uma segunda vida, ao abrigo do Projecto Dorna, promovido pela Associação das Indústrias Marítimas (AIM). Este projecto está a desenvolver a marca BATE - Barco Atlântico Tradicional Europeu, que certificará a qualidade da sua construção, desde o tipo de madeira utilizada, até à técnica utilizada no seu fabrico, que seguirá os melhores padrões da carpintaria naval. Filipe Duarte, director técnico da AIM, refere que o projecto Dorna está bastante avançado, sendo liderado pela Diputación Provincial de A Coruña. Além da portuguesa AIM, o Dorna integra ainda o Colégio Oficial de Arquitectos de Galicia, a Agencia de Desarollo Comarcal OARSOALDEA, o Causeway Coast Maritime Heritage Group e a GALGAEL - ambas instituições do Reino Unido -, e a Conselleria de Pesca espanhola. O objectivo deste projecto é recuperar a construção naval tradicional, que está a desaparecer em toda a Europa, conservando um património histórico cuja manutenção só é viável se a indústria naval tradicional for modernizada de forma inteligente. Este objectivo só é concretizado se forem cruzadas diversas valências, entre as quais a formação profissional, o desporto, o turismo e a actividade comercial, além da perspectiva didáctica e cultural. Para o efeito, a AIM refere que estão a ser efectuados planos directores de recuperação das infra-estruturas dos estaleiros tradicionais portugueses e de levantamento das embarcações tradicionais do espaço atlântico. Outro vector fundamental deste projecto é a criação de uma plataforma de comércio electrónico que facilitará o acesso dos estaleiros tradicionais aos mercados que têm apetência pelas embarcações de madeira típicas. Já foram identificados os principais estaleiros que podem ser incluídos no projecto Dorna, entre os quais a Socrenaval, de Vila Nova de Gaia, onde se continuam a construir barcos rabelos. Tal como os moliceiros construídos na zona de Ílhavo, perto de Aveiro. "Aliás, o próprio presidente da Câmara Municipal de Ílhavo, Ribau Esteves, tem sido um entusiasta deste projecto", refere Filipe Duarte, comentando que "esta zona, da área de influência da ria de Aveiro, beneficia da experiência do museu marítimo local". Mas haverá muitos outros estaleiros navais tradicionais susceptíveis de serem integrados neste projecto, tais como o Réplica Fiel, no Seixal, embora a iniciativa dos accionistas e donos dos estaleiros seja determinante, porque serão eles que terão de candidatar as suas unidades ao processo de modernização que posteriormente as transformará em Museus Vivos. "Quando tudo estiver operacionalizado, serão novamente construídas embarcações que já desapareceram em Portugal, para as quais haverá provas desportivas e regatas internacionais que contribuirão para promover a sua utilização", comenta o director técnico da AIM. Finalmente, haverá uma componente turística, fundamental neste projecto, porque contribuirá para a sua rentabilização. Na realidade, estas embarcações são emblemáticas e servem de ex-libris regionais. A ideia é integrar os barcos típicos portugueses nos pacotes turísticos promovidos pelas agências de viagens, de forma a disponibilizar viagens costeiras com uma componente cultural regional. "Mas o projecto Dorna não se fica por aqui, porque foram previstas muitas outras iniciativas, como seminários, eventos transnacionais, exposições e workshops", adianta Filipe Duarte.
18:52 Terça-feira, 28 de Abr de 2009
J. F. Palma-Ferreira in Exame - Expresso
http://www.scribd.com/doc/14714172/RESUMO-DORNA
Tagus view...(II)
Sendo grande demais para meter dentro de uma redoma e por em cima de uma mesa, deixam-no estar onde a natureza o colocou, mas contentam-se em olhar para ele de tempos a tempos como para o retrato de um avô ilustre.
É um avô Tejo, do qual se contam façanhas gloriosas, portanto um avô ilustre, também. Foi grande, muito mais do que hoje, na glória e no tamanho porque já passou a época em que o povoavam as naus da Índia e do Brasil, e porque lhe foram comendo um bocado para fazer o Aterro, um bocadão para as obras do porto, de modo que o pobre Tejo está dentado, ratado como os juros das inscrições e o vosso credito(...)".
Alberto Augusto de Almeida Pimentel, ( 1849 — 1925)
Thursday, November 19, 2009
Free - Origens (V)

São fotografias de 1977/78 e vê-se o Free pintado de amarelo. É de notar a ausência de balustradas e respectivos cabos e o comportamento irrequieto que ainda hoje exibe, para além da ausência de motor á vista, que segundo o Rui repousava no interior durante as regatas.
Deste ângulo em navegação no Tejo até parece que se trata de um barco de vela ligeira.
Na fotografia central está o Rui, o seu primo Augusto e o seu avô em trabalhos no verdugo de madeira do Free.
Fotografias cedidas pelo Rui de Albuquerque Inácio.
Na Outra Margem
Tuesday, November 17, 2009
Regata de Sº Martinho (II)
Regata de Sº Martinho (I)
Com instalações simples, a visita ao seu interior suscitou-me várias atenções com especial relevo para o Moth Assasin que se suspendia do tecto da nave e que estaria quase no seu meio natural como se um animal alado se tratasse...é um derivador que inflama a retina de quem passa pelas linhas agressivas que ostenta, sendo o sócio Paulo Rosa o representante em Portugal e que se disponibiliza para quem quiser dar uma vista de olhos ao Assassin. Ainda me disse para passar do dia seguinte á regata lá pelo clube e que eu o poderia experimentar, recusei de imediato devido á intenção de manter a integridade física...do barco. Um velho Cadete de madeira espreitava por entre prateleiras onde também um Sharpie repousava. Pela 1ª vez vi um mastro de Vaurien em madeira e em bom estado de conservação, ao contrario do barco que o espera no exterior e que após a minuciosa reconstrução a que está a ser imposto fará com que o conjunto seja um verdadeiro clássico vintage. E por falar em vintage, a presença de um pequeno veleiro na placa também nos capta o olhar, tratando-se de um barco com um desenho de grande elegância com destaque para a quilha. Este Flying Fifteen foi todo reconstruído pelo seu proprietário e fico um Mimo (não fosse este o seu nome).
Monday, November 16, 2009
Tagus view from my balcony (I)
Sunday, November 15, 2009
Free - Origens (IV)
Segundo ainda o Rui:-"...o Free fartou-se de ganhar regatas (e muitos 2º e 3º lugares)..."
Na fotografia (que data de 1976/77), acompanhado pelo pai do 2º proprietário, vê-se o Free em verde garrafa semelhante á que tem actualmente, "encalhado" a seco em Belém ao lado da ARVCentro.
Saturday, November 14, 2009
Um insecto na tela...
... por entre um entrançado de quilómetros de cabos que percorrem os 1100m2 de área velica do Eleonora , réplica do Westward de 1910 assinado por Nathanaël G. Herreschoff...fonte: Voile et Voiliers
Friday, November 13, 2009
Alexander von Humboldt
Está em Lisboa no cais sul da doca de Alcântara o veleiro Alexander von Humboldt. Originalmente construído em 1906, só em 1988 foi reconvertido como embarcação de treino de vela. Deverá estar até dia 14. Pode-se ver aqui o link oficial.Destaca-se pelas seguintes caracteristicas:
Total de 25 velas.
Área vélica: 1035 m2.
Comprimento: 62,55 m.
Calado: 4,5 m.
Boca: 8 m.
Thursday, November 12, 2009
Free - Origens (III)
Segundo o Rui de Albuquerque Inácio(filho do 2º proprietário):-"O Free foi construído "a olho" no Oriental, por um senhor que era serralheiro, com a ajuda de um velho mestre que construiu muitos "orientais" e outros pequenos veleiros de madeira. Começou por ser "Xana" ( a filha do seu construtor chamava-se Alexandra) e foi o meu pai , após o comprar, que o rebaptizou de "Free"
Mantém as medidas exteriores do projecto Primaat mas tem algumas diferenças.
Ainda segundo o Rui:
- "Quanto a mim, uma cópia mais perfeita que o original , pois tem uma proa mais lançada e melhores saídas de água , com uma popa mais levantada."
O Free foi do pai do Rui Albuquerque Inácio desde 1966 a 1992 e permitiu que três gerações da família navegassem durante quase trinta anos (avô, pai, Rui e seu irmão.)
Plano da foto: Primaat
Tuesday, November 10, 2009
Free - Origens (II)
O Primaat tem como principais dimensões físicas os seguintes valores:Monday, November 9, 2009
Chuva e vento no Tejo
Friday, November 6, 2009
Free - Origens (I)
O Free tem por base um projecto da casa holandesa Van der Stadt. O Primaat, desenhado por Ericus Gerhardus van de Stadt (1910-1999) em 1963 serviu de referência para a sua construção.
Thursday, November 5, 2009
Evgeny Alexandrovich Gvosdev
Free - Saudades
Durante os últimos meses procurei refugio para as minhas horas de brincadeiras "vélicas" junto de outras embarcações bem mais ligeiras que o Free. A época mais aconselhada para os trabalhos passou sem que o Free tivesse a merecida atenção. É difícil estar em dois lados simultâneamente...Paulatinamente vou fazendo pequenos trabalhos de preparação para as etapas que se seguem.
Fica uma foto que chegou até mim (deve ser de 2oo8) e que que faz crescer saudades imensas de vaguear pelo Tejo em tardes de sol cadente.
Monday, November 2, 2009
26ª Seixalíada - Clube Naval Amorense
O campo de regatas da Baía do Seixal foi palco de mais uma prova de vela integrada nas Seixalíadas deste ano. O facto mais relevante é a data tardia e pouco habitual para esta festa na margem sul sendo mesmo assim beneficiada com um fim de semana quente e quase sem nuvens a esquecer o Novembro que se iniciou. A (sempre) excelente recepção feita pelo Naval Amorense foi reconhecida pela presença de quase 30 embarcações repartidas por 6 classes de vela ligeira.Se no sábado o vento foi traiçoeiro e não permitiu a conclusão da única largada, no segundo dia redimiu-se e proporcionou deliciosas velejadas num plano de agua de caracteristicas únicas e que permite ter sensibilidades extremas ao comportamento das embarcações pela quase ausência de ondulação.
Liberdade de escolha foi o lema para a participação da equipa Free nesta prova. Eu e o Ricardo fomos de Laser e as "senhoras" optaram pelo HobieCat Wave (não deve ter sido alheio o facto de se preverem dias solarengos a convidar o uso e abuso do solário de bordo, isto para além de ser um barco que atrai as objectivas de quem se passeia nas margens vizinhas :).
Foi a primeira vez que fizemos um pleno a competir numa prova e também a oportunidade de todos saírem da ANA com medalhas ao peito, com dois 1ºs lugar e um 3º lugar (a minha) :D:D
De parabéns está o pessoal de serviço á sempre "recheada" grelha de serviço com todos os convivas a fazerem várias "rondagens" á mesma e a todos os que colaboraram para que os participantes e acompanhantes tivessem um fim de semana bem passado junto de barcos e amigos neste belo cenário repartido pela Amora e pelo Seixal.
Obrigado e até para o ano.
Vaurien renovado
Também um dos Laser´s foi renovado para poder suportar as voltas comigo no seu "dorso".
Fica agora a disponibilidade para "agarrar" o Free durante os próximos tempos...
Friday, October 30, 2009
Santa Maria Manuela - Fotos recentes
O S.M.M. está a ficar um espectáculo. Thursday, October 29, 2009
29ª Feira da Gastronomia de Santarém (até 8/11)
Que pena não haver em Lisboa um evento assim...
Monday, October 26, 2009
Paraísos...(nossos)
Ainda há poucos dias estivemos no Peter´s Café...(na Ribeira do Porto) por ocasião da Matosinhos Sailing Cup. Também o da Expo e de Oeiras é poiso de ociosas horas, quase sempre nocturnas. No caso do Peter's mais a norte o cenário é também ele deslumbrante. Fica a esperança de um dia fazer muitas milhas náuticas para oeste e sentir o que é ter terra firme sob os pés após dias e dias de mar salgado, ver gente após a solidão e cheirar algo mais que brisas carregadas de maresia.
2ª Regata da Bifana
Friday, October 23, 2009
Regata do CNOCA - Vela ligeira

Dias soalheiros acompanharam as regatas do 60º aniversário do CNOCA. Levámos os dois Laser´s e o Vaurien não foi por falta de um proa para a Joana...
Para o domingo as previsões ainda eram mais agoirentas e alguma falta de destreza da equipa de árbitros para estas situações ainda complicaram mais aquilo que já se antevia difícil. Com a chamada para a agua e com dezenas de velejadores para acederem a uma rampa cheia de jovens cadetes muito organizados e nada céleres na colaboração para a entrada na agua, houve quem demorasse mais de 40 minutos para o barco beijar as águas. Com o campo de regatas bem afastado da mesma foram minutos infindáveis de bolinas com vento fraco, até que quando cheguei ao perto do barco de júri , os Laser´s já tinham partido fazia tempo e talvez metade da minha frota ficou a "ver navios", acontecendo o mesmo a alguns barcos de outras classes...A falta de vento prevista para a tarde era mais que sabida e apenas deviam ter dado os sinais para ir para a agua mais cedo e com especial prioridade para a frota Laser, única sem regatas efectuadas.
Como notei que as frotas em prova estavam cada vez menos dinâmicas e o calor cada vez mais intenso, não pensei duas vezes e fiz meia-volta antes que tivesse de ser rebocado.Thursday, October 22, 2009
Tuesday, October 20, 2009
"Calo" 9,5 metros e procuro novo dono...
A quem levar o barco oferta de um recorde do Atlântico...
"Formerly called Mari Cha IV, Senso One still holds the Transatlantic record for a monohull, crossing from New York to Lizard point in just over 6 days. Capable of speeds of over 40 knots, the boat was designed by Greg Elliot, Clay Oliver, Philippe Briand and built especially for ocean record breaking..."
in: Sail World
20 k´s Club
É dedicado a um restrito grupo que para além de velejadores exímios são verdadeiros equilibristas de circo.
Aqui está também o link para um "mothista" que inaugura o futuro clube dos 30 nós...
Para a galeria ficar composta ainda esta aqui outro link para um 470 que bateu os 20 nós.
Demasiado futurista?
Monday, October 19, 2009
Casco procura-se...
A evolução continua para este esquife duplamente alado (no ar e na agua). A forma como desenvolve andamento na brisa é formidavel. Apenas o "puxão" é que estraga um pouco o conceito e demonstra que navegar com autonomia e sem casco ainda é inconciliável. Para acompanhar...
.
Friday, October 16, 2009
Souriceau 4,75 - O verdadeiro Mini...
http://www.hensevalyachtdesign.com/travaux-et-réalisations/souriceau-4-75m-voilier/
Thursday, October 15, 2009
Ranking Laser Eurocup 2009
Mas vale o que vale e ficam para a história.
Na Laser Europa Cup, Youth Grand Prix de 2009 os velejadores da casa acabaram com as seguintes posições...
4.7 Overall
57º Ricardo Brites Nunes entre 336 entradas
4.7 under 16
22º Ricardo Brites Nunes entre 128 entradas
Standard
150º Paulo Nunes entre 377 entradas (apenas participei numa prova e fiquei no ultimo lugar :D:D:D:D)
ps: faz pensar naquela história de um grupo de quatro tipos em que um comeu o frango todo e o outros nada comeram.
Estatisticamente nesse grupo cada individuo comeu 1/4 de frango...
Wednesday, October 14, 2009
Portugal na Rolex Middle Sea Race 2009
O Barcanova do João Costa Pereira vai estar presente nesta regata que começa hoje ( a competição é no sábado mas a festa começa hoje). Leva consigo outro português, Ricardo Arruda Pereira para além de outros não portugueses. Junto deste velejador da ANL vão estar algumas das vedetas da vela mundial ao leme de veleiros como o Ericsson V70 (curioso o facto de ser propriedade de uma empresa de um "primo" meu, Nunes Charter Ltd:D:D:D.), o ICAP Leopard de 100" ou o Swan de 82" de nome Nikata. Não sei quais as ambições deste "patrício" no que toca ás classificações, mas o simples facto de participar em tão nobre comitiva deve ser motivo de um enorme gozo.Que tenha bons ventos.
Monday, October 12, 2009
Frota de Standard's
Com o vento a rondar os 6 ou 7 nós quase sem refregas e com mareta ligeira tanto no sábado como no domingo, aproveitou-se para o convívio, apurar manobras e gozar o calor de uns dias com sabor a Verão.
No próximo fim de semana o encontro vai ser nas regatas do CNOCA.
Friday, October 9, 2009
30ª Matosinhos Sailing Cup
Thursday, October 8, 2009
Vamos votar no João Rodrigues e no Bigamist 7
João Rodrigues em atleta masculino do ano e o Bigamist 7 em equipa do ano são os representantes indicados pela Federação Portuguesa de Vela.
A revelação dos vencedores será feita na 14ª Gala do Desporto, a realizar no próximo dia 29 de Outubro, no Casino do Estoril.
Podemos votar aqui nos atletas nossos preferidos (João Rodrigues e no Bigamist 7, certo?).
Monday, September 28, 2009
Regata em Lisboa
Friday, September 25, 2009
Regatas de Match Racing
Também se pode acompanhar duas equipas femeninas portuguesas que competem por estes dias na Galiza, nos blogues da equipa da Rita Gonçalves (ANL) e o da equipa da Catarina Carvalho (ADO).
Thursday, September 24, 2009
IV Regata Almada Forúm
Como o Ricky não queria deixar de fazer a prova dos Vaurien´s, este ficou de arranjar um proa e eu decidi-me por ir sozinho até Belém e participar pela 2ª vez numa prova ao leme do Laser. Como tinha o Laser na garagem e estava sozinho fiquei manhã cedo á porta para ver se alguém conhecido passava por ali e ajudava-me a coloca-lo no tejadilho do carro, foram momentos em que me apercebi que nestas manhãs só andam senhoras na rua, de sacolas e carrinhos em atarefadas compras matinais, enquanto eu encostado á ombreira da garagem desesperava por alguém fisicamente mais apto e de bom coração. Por fim lá aparece João (não lhe conheço o apelido), que resolve o meu embaraço, não sem antes perguntar porque é que tenho a garagem "atulhada"de barcos...
Vou para Belém cheio de nervoso miudinho, afinal ia participar em águas que trazem memórias de dias difíceis com os ventos de fim de tarde vindos do vale do Jamor e que tantas partidas pregam no campo de regatas de Algés, habitual palco da ANL para a vela ligeira e onde se costumam exibir os melhores atletas da região. Assim que paro o carro o cenário é magnifico, já imensas velas embalam na brisa e dá para sentir que o ambiente é de festa, tal a quantidade barcos ligeiros, velejadores e amigos da vela presentes. Há muito que não via Belém assim. Formalidades feitas na sede da ANL (inscrevi-me em Laser standard e gratuitamente, assim como toda a frota ligeira) e já com o barco junto á marina (obrigado ao pessoal da SAD) começo a envolver-me na festa com conversas com amigos que raramente vemos em águas ribatejanas. Ora aparelhando o barco ora com dois dedos de conversa o tempo passava e eu começava a acusar a responsabilidade de fazer boa figura e de não fazer disparates (uma coisa é um miúdo meter-se num barco e "mandar" uns viranços porque está a aprender e faz parte da evolução, mas para um "cota" como eu o mesmo quadro muda para: -Aquele velho anda aqui a fazer o quê? Só dá barraca e anda aqui a estorvar quem sabe... ). Soa o aviso para ir para a agua e dou conta que o Tejo transborda de acção...Uma (talvez) dezena de catamaran´s "pesados" sobressaem pairando frente á doca e em segundo plano dezenas de veleiros de todos os tamanhos entrecruzam-se em belas coreografias. Para variar, o calcanhar de Aquiles deste complexo das docas é o acesso ao plano de agua por uma exígua e mal acabada rampa, é impensável como ainda não foi feito nada para que haja mais respeito pela vela ligeira, que maioritáriamenta é frequentada por miudagem a quem se deve dar todas as condições, fiquei para o fim e evitei a confusão que se gera em torno da mesma. Quando saio da marina quase que me cruzo com o Palomino I, onde tive o prazer de ser o homem do leme durante uma regata em tempos passados, também me cruzo com cerca de uma dezena de catamaran´s ligeiros á espera dos sinais de regata.
Chego ao campo de regatas de Algés, com o mesmo bem "povoado" com Optimist´s, Laser´s, 420´s, Snipe´s, Sharpie´s e Laser Bahia (acho eu), com mareta ligeira e vento fraco de Oeste.
Após uns bordos vejo algumas caras conhecidas e alguém me diz que sou o único Standard...bolas, mais do mesmo, pessoal na casa dos 80 kg a andar de Radial e não passam para a classe "mais máscula" (ainda irei fazer um post sobre isto...). Com o barco de júri junto á praia de Algés e a bóia de bolina na Cala quase a meio rio, começam as regatas pelos Snipe's e de seguida a dos 420's, regatas que foram anuladas pela teimosia da corrente que entrava Tejo acima e que arrastou a bóia da bolina com ela. Por fim e com tudo bem firmado lá se continuou o programa ficando os Laser´s para o fim da festa e já fartos de tanta espera. Com o toque de inicio de contagem para a largada começaram as movimentações e os elaborados cálculos para ver benefícios enquanto eu, com o barco quase a tocar a areia da praia observava as manobras acrobáticas de uns e ouvia as "bocas" de outros. No ultimo minuto toda a frota posicionou-se junto á bóia de largada dando créditos aos parcos graus que esta dava de beneficio ficando eu com o campo livre para largar num bordo solitário para estibordo, longe das confusões ou de quem pudesse observar as minhas aselhices. Mas esta opção revelou-se cruel para quem desejava fazer uma pacata regata nestas bonitas águas e apanhei um dos maiores sustos da minha curta vida de velejador...Devido á minha vela maior e á opção do resto da frota querer lutar contra a corrente salgada que entrava Tejo dentro, paulatinamente vou ficando com a bóia da bolina na minha proa e sem alguém que possa perseguir...Eu vou ser o primeiro a rondar? Não pode ser! "Saco" das Instruções de Regata de dentro do colete (que não li por falta de tempo entre conversas e aparelhar barco) e qual não é o meu espanto ao ver o Anexo A em branco...- Não acredito, devo estar a sonhar! Desfolho para o Anexo B e só vejo a sequência de rondagem e bolinhas e triângulos, faltando os "riscos com as setinhas". - E agora que faço? Felizmente as minhas preces foram ouvidas e o vento Oeste desvaneceu-se até se dissipar e dando a possibilidade dos mais "habilidosos" da frota radial (com destaque especial para os bordejadores/bombeadores ou vice-versa) que num ápice chegou-se á frente de toda a frota vindo não sei de onde apesar de quase sem vento que só após uns bons 15 minutos apareceu de Norte, algo violento e fazendo as delicias de gente pesada como eu que após a rondagem da maldita bóia fez uma bolina bem aberta em plananços até ao barco de júri de chegada (a confusão foi muita porque os barcos distanciaram-se demais e houve quem confundi-se a linha de chegada com a da largada). Fim das regatas não sem antes assistir a um monumental viranço de um "jovem" senhor que tinha-me confessado dias antes (regata Patrão Lopes) que não virava á cerca de 40 anos. Apesar do aparato que se gerou em volta da embarcação com colegas a tentar ajudar, este dispensou ajudas e com o seu proa endireitou o Snipe e entrou para dentro deste mostrando que pouco mudou 40 anos depois, dando ênfase a um facto que muitos negligenciam, na vela, mais importante que saber bem velejar é importante ter autonomia sendo o apoio apenas necessário em outros casos. Já em terra firme, Laser carregado (mais uma vez grato ao pessoal da SAD) e duche tomado foi hora de partir para a outra margem e desfrutar do magnifico jantar que o Almada Forúm ofereceu num ambiente de esplanada bem requintado com centenas de pessoas amantes da vela, de prolongadas e divertidas conversas com alguns mais animados e da ansiedade da espera pela realização dos tão cobiçados sorteios, que culminaram com uma viagem no valor de 2000 euros e que calhou a um simpático (e sortudo) "hobiecatista". Não sem antes ver o Bruno Bértolo e de ter perguntado o que andou a fazer para estar no jantar, claro que tinha de ser windsurf, mas esqueci-me desse facto, pelos vistos éramos os únicos atletas de terras de RibaTejo (mais o F. Albino, claro). Apenas para o final fiquei a saber que ele tinha tirado o 1º lugar na sua categoria e com isso uma subida ao pódium da festa, ele o os seus colegas estavam entre os mais bem dispostos da festa.
Até para o ano e para mais uma festa de arromba.
Tuesday, September 22, 2009
Monotipo CNP
Mais umas "surfadas" na net e dei á uns tempos com mais uma classe portuguesa esquecida.Claro que para mim é tudo novidade e como tal desperta-me o interesse por estas notas soltas.
Ficam as (poucas) histórias e os link´s que encontrei.
Na ANC, no Blogue Finisterra, numa pagina sobre o velejador olímpico Carlos Ribeiro Ferreira, vencedor em 1944 e 1946 do Campeonato de Lisboa neste classe e no blogue revista antiga portuguesa de onde vem a imagem ao lado.
Muito pouco para uma classe (talvez) extinta.















